20 de jun. de 2011

Igreja Presbiteriana vai ordenar pastores homossexuais e abençoar uniões homoafetivas


EDIMBURGO, Escócia, 25 de maio de 2011

Um pastor da Igreja Presbiteriana da Escócia, diz que provavelmente renunciará depois que a denominação deu mais um passo para permitir a ordenação de pastores homossexuais ativos e assumidos nesta semana, com indicações de que até analisarão a possibilidade de abençoar uniões de mesmo sexo.

“Estamos nos rendendo à sociedade… É um dia triste para a Escócia”, disse o Rev. Roddy MacCrae, pastor em Glenelg e Kintail, para o jornal Christians Together. “Eu provavelmente serei um dos que estarão deixando a Igreja da Escócia, e durante os próximos meses estarei decidindo isso. Meu problema é que nosso testemunho está enfraquecido. A sociedade sabe que estamos indecisos e que não temos nenhuma voz moral”, acrescentou ele.

A Assembleia Geral, o órgão governante da denominação, instituiu uma moratória de 2 anos em 2009 na ordenação de pastores que estão em relacionamentos de mesmo sexo e na discussão pública da questão, pois na última segunda-feira 23/05/2011, eles votaram 351 a 294 para “considerar mais a eliminação da moratória” e criaram uma comissão teológica que preparará um relatório sobre a questão para a reunião de 2013 da Assembleia Geral.

A comissão teológica também considerará “se os pastores deveriam ter a liberdade de consciência de abençoar parcerias civis e possível liturgia para tais ocasiões”, observa um comunicado à imprensa da Igreja da Escócia, também conhecida como Kirk. A Assembleia Geral também votou para que pastores homossexuais ordenados antes de maio de 2009, tenham agora autorização para assumir responsabilidades pastorais.


The petition relates to Reverend Scott Rennie
Scott Rennie

A moratória de 2009 ocorreu depois de uma controvérsia violenta que acabou levando à decisão da Assembleia Geral deaprovar a nomeação do homossexual assumido Scott Rennie como pastor da Igreja Cruz da Rainha em Aberdeen, onde ele havia sido casado por cinco anos e tinha uma filha, mas na época de sua nomeação estava num relacionamento estável com um homem.

     David Arnott

O Rev. David Arnott, moderador da Assembleia Geral, disse que a mudança desta semana “está analisando a possibilidade de inclusão de homossexuais no pastorado”, mas que “por enquanto nenhuma decisão foi feita”. Falando acerca dos que estão transtornados com a decisão, ele disse: “Estou ciente de que muitas pessoas estarão sofrendo hoje e a Igreja da Escócia tem um dever pastoral de cuidar dessas pessoas e lhes mostrar amor e compaixão”.

A mudança foi celebrada pelo Stonewall, uma organização homossexual de pressão política e legal, cuja filial escocesa disse que esperam que a decisão “sinalize o início da Kirk, demonstrando compromisso para com a justiça, igualdade e dignidade nessa questão”.

“Embora estejamos aguardando decisões adicionais da Assembleia e detalhes sobre os próximos passos, esperamos que daqui a 30 anos essa mudança seja vista como uma tempestade em copo de água”, disse o diretor Carl Watt.

Entretanto, membros evangélicos e conservadores da Kirk estão protestando. Um relatório recente indicou que cerca de 100 mil membros e 20 % dos pastores e presbíteros abandonarão em protesto se a denominação permitir pastores homossexuais.

Nas deliberações, o Rev. Andrew Coghill recebeu altos aplausos quando assemelhou a mudança da Assembleia Geral a uma “granada de mão”, de acordo com o jornal Christian Post. “Estão nos pedindo para tirar o pino da granada. A igreja vai explodir em pedaços”.

No início deste mês, a Igreja Presbiteriana dos EUA - formalmente aprovou a ordenação de homossexuais - depois de uma batalha que durou décadas. A denominação votou para eliminar a exigência de que pastores devessem permanecer em “fidelidade no pacto do casamento entre um homem e uma mulher, ou castidade em sua vida de solteiro”.

Fonte: Patrick B. Craine (correspondente na Europa)

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